Terca-Feira, 21 de Abril de 2026

Ságuas Moraes e Nilson Leitão divergem sobre nomeação de Lula




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Os deputados federais Ságuas Moraes (PT) e Nilson Leitão (PSDB) estão divergindo sobre a nomeação do ex-presidente Lula, para a Casa Civil do Governo Dilma.

Aliado do governo federal, deputado federal Ságuas Moraes acredita que a chegada de Lula à Casa Civil significa uma melhor relação do Executivo com o Congresso Nacional.

“Lula é um exímio articulador político. Isso está na sua origem sindical. Como político, fundou o PT e enquanto permaneceu na presidência da República soube lidar muito bem com o Parlamento. É isso que está faltando. A partir daí, podemos retomar a recuperação da economia e o governo federal ter uma melhor capacidade de gerenciamento”, disse.

O petista ainda minimizou a crítica de que a nomeação de Lula serve para garantir-lhe foro por prerrogativa de função com os processos criminais sendo remetidos ao STF (Supremo Tribunal Federal).

“A oposição tem memória curta. O STF que conduziu o julgamento do mensalão. O STF é um colegiado e tem mais capacidade que o juiz Sérgio Moro, ou qualquer outra instância de primeiro grau, porque é um colegiado composto por renomados constitucionalistas. Lula não está isento de ser investigado”, disse.

Por outro lado, o Vice-líder do PSDB na Câmara dos Deputados, o deputado federal Nilson Leitão criticou duramente a decisão do Palácio do Planalto de nomear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ministro-chefe da Casa Civil.

Pela estratégia do governo federal, Lula se tornará um “superministro” com poderes para indicação de ministros e ainda comandar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, chamado de Conselhão.

“É uma renúncia branca da presidente Dilma Rousseff que diante de sua incapacidade de tirar o país do marasmo econômico e da corrupção incontrolada terceiriza a gestão ao padrinho político. É lamentável que o Brasil assista a um episódio político destes após a indignação se manifestar nas ruas de diversos municípios brasileiros”, criticou.

O parlamentar também criticou a nomeação após o ex-presidente tornar-se alvo de investigação da Polícia Federal.

Na 24ª fase da operação Lava Jato, Lula foi conduzido coercitivamente a prestar depoimento a uma unidade da Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos (SP) devido à suspeita de ser beneficiário do esquema de desvio de dinheiro da Petrobras atinge até R$ 88,6 bilhões de reais.

Há ainda contra o petista um pedido de prisão preventiva protocolado pelo Ministério Público de São Paulo diante da suspeita de lavagem de dinheiro, associação a organização criminosa e ocultação de patrimônio na aquisição de um triplex no Guarujá, uma das regiões mais valorizadas do litoral de São Paulo. O pedido foi encaminhado ao juiz federal do Paraná, Sérgio Moro, após a Justiça de São Paulo declarar-se incompetente para avaliar o pedido de abertura de ação penal.

“Lula foi nomeado por pressão do PT, que teme pela sua prisão. Isso é público e notório. É lamentável que a estrutura do Estado seja usada para atender a interesses partidários e pessoais. O PT não tem projeto de Brasil. A terceirização da gestão Dilma é um processo que já nasce morto”. 


Autor: Rafael Costa com Diário de Cuiabá


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