S�bado, 18 de Abril de 2026

Nove mortes suspeitas de H1N1 provocam correria às policlínicas de MT




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A preocupação com a gripe H1N1 provocou o aumento de 30% na procura por atendimento nas unidades de saúde de Cuiabá durante o mês de março.

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Flávia Guimarães disse que este ano em Mato Grosso já foram notificados 84 casos de H1N1, 28 ainda estão sob investigação e 2 casos de óbito foram confirmados. "Em fevereiro morreu um senhor de 73 anos em Cuiabá e no final de março um rapaz de 33 anos em Alta Floresta".

Flávia informa que a Policlínica do Verdão chegou a ser interditada após receber um paciente com suspeita da gripe. "De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, quando estes casos acontecem é obrigatório a unidade ser fechada para passar por uma desinfecção, já que o vírus é transmitido no ar, por tosse e espirro.

Ela destaca que o aumento dos casos de gripe em Cuiabá faz com que as pessoas busquem atendimentos nas policlínicas, ao primeiro sintoma da doença. "Como existe casos de gripe H1N1 em alguns municípios do Brasil, as pessoas que estão ficando gripadas têm medo de serem contaminadas pela doença, por isso estão buscando atendimentos. Só que gera uma aglomeração, o que, do ponto de vista da prevenção, não é positivo”, explica.

Vacinação

Em Mato Grosso, 700 mil doses serão distribuídas nos 141 municípios para a Campanha de Vacinação que começa no dia 30 de abril e vai até o dia 20 de maio. Segundo Flávia, até o momento já foram enviados pelo Ministério da Saúde 25% do total das doses, isso é 187 mil doses. "Estamos esperando chegar todas as doses para enviarmos aos municípios, pois teremos 3 semanas de vacinação".

Quem deve vacinar?

Devem procurar os postos de saúde para receber a vacina gratuitamente, pessoas com 60 anos ou mais, crianças com mais de 6 meses e menos de 5 anos, gestantes, mulheres até 45 dias depois do parto, e pessoas com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, obesos e diabéticos). Além destes grupos, os indígenas recebem as doses nas aldeias, os profissionais de saúde se vacinam nos próprios locais de trabalho e a população carcerária e vacinada nas penitenciárias.

Prevenção

A melhor maneira de passar o inverno sem gripe é combinar a vacinação, com o tratamento e prevenção. Para evitar a disseminação da doença a receita é simples: proteger a boca e o nariz ao tossir e espirrar, cobrindo-os preferencialmente com a dobra do cotovelo, evitando o uso das mãos; lavar as mãos com frequência, com água e sabão ou utilizando álcool em gel com a graduação acima de 70%.

Rede privada

Em Cuiabá, a morte de um homem de 73 anos pelo H1N1 provocou uma corrida pela imunização. O estoque da cidade "zerou" na semana passada. O atendimento está sendo agendado pelas clínicas particulares.

A procura fez aumentar o preço do imunizante. Até este mês, a dose custava entre R$ 80 e R$ 100. Na semana passada, já valia, em média, R$ 130. A assistente social Maria Sebastiana Alves levou a filha, Maria Luiza, de 6 meses, para ser vacinada, mas foi informada de que as doses chegam nos próximos dias. "A vacina está cara, mas, nessa hora, a gente nem pensa nisso."

Segundo a Secretaria de Saúde de Mato Grosso, 24 cidades têm registro da doença e 9 mortes estão em investigação.


Autor: Soraya Medeiros com Gazeta Digital


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