O ex-prefeito de Barra de Barra do Garças por três mandatos, Wanderley Farias (PR), foi conduzido coercitivamente à delegacia da Polícia Federal da cidade para depor a respeito de possíveis fraudes no Fundo Municipal de Previdência Social dos Servidores (Previ Barra).
A operação Ultimatum acusa o ex-gestor de cometer crimes de gestão fraudulenta, associação criminosa, falsidade ideológica e corrupção passiva.
A investigação aponta que ex-gestores públicos teriam desviado cerca de R$ 6 milhões dos aposentados de Barra, aplicando o valor num fundo de investimento notoriamente deficitário, o Adinvest, conforme publicação do Banco Central e da Comissão de Valores Imobiliários (CVM).
Cerca de 20 policiais federais cercaram a casa do ex-prefeito, localizada no bairro Jardim Amazônia 2, nas primeiras horas da manhã desta quarta. Após ser comunicado da operação, Wanderley foi até a delegacia da PF dirigindo o próprio carro.
Além de Wanderley, uma servidora de carreira da prefeitura também foi conduzida coercitivamente até a PF.
Wanderley Farias foi prefeito por dois mandatos seguidos entre os anos 1997 e 2004. Em 2008, ele voltou a ser eleito para mais quatro anos.
Vinte e quatro policiais federais participam da ação em Barra do Garças (MT). Estão sendo cumpridos dois mandados de busca em apreensão e três mandados de condução coercitiva. A PF também cumpre um mandado de condução coercitiva na cidade de Uberlândia (MG).
Segundo a PF, o investimento na Adinvest foi realizado cerca de um mês antes do término do mandato do ex-prefeito, após a derrota de sua candidata nas eleições municipais, sem as formalidades legalmente impostas.
No intuito de dissimular/ocultar a fraude, os agentes públicos ainda fizeram o valor desviado transitar por diferentes contas bancárias até a definitiva aplicação ruinosa, fazendo declarações falsas no último balancete que produziram antes do término do mandato, afirmando que o valor (R$ 6 milhões) se encontrava nas contas do Barra Previ.
Autor: AMZ Noticias com Midia News