Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Crimes de pistolagem em MT continuam á solta e sem esclarecimentos




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Com números crescentes desde 2014, a atuação de possíveis grupos de extermínio ou de pistolagem continua sem esclarecimento por parte da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso. Exemplo disso foi a chacina no bairro São Matheus, em Várzea Grande, em que oito pessoas foram baleadas, sendo que cinco morreram e as outras três foram levadas ao hospital em estado grave. Dois anos depois, o crime continua um mistério. 

Mais recentemente, há uma semana, três jovens foram executados com tiros de espingardas e pistolas em uma casa no bairro Cristo Rei, também em Várzea Grande, mas nenhum dos autores foi identificado até o momento. Já no domingo (17.04), um policial militar foi assassinado durante um assalto e os supostos criminosos foram presos cerca de 10 horas depois. 

Ontem, durante entrevista coletiva em que foram apresentados dados sobre a operação “Bairro Seguro”, o recém-empossado secretário de Segurança Pública, Rogers Elizandro Jarbas, falou sobre o assunto ao ser questionado se pessoas de bem estão morrendo nas mãos de exterminadores. 

“Primeiro que eu não participo diretamente das investigações. Existem unidades especializadas e integradas que cuidam disso. As equipes de inteligência trabalham integradas para apurar os homicídios. Se eles possuem relação ou possuem os mesmos autores ou não isso é apontado durante atividade investigativa, o que não se faz em duas semanas. Nós temos um tempo de investigação para termos elementos probatórios e não só prender, mas para condenar”, amenizou. 

Embora sem resolução por parte das autoridades de segurança pública, a situação preocupa. Tanto que em dezembro do ano passado a Polícia Civil chegou a informar que havia montado uma força-tarefa para desvendar 62 inquéritos com o mesmo modus operandi.

 Nesses casos, geralmente, as execuções são praticadas por bandidos encapuzados ou que escondem o rosto com capacete. Com armas de grosso calibre, eles se aproximam da vítima já atirando e, logo em seguida, fogem em motocicletas ou carros pretos sem deixar pistas. 

À época, a delegada Anaíde Barros, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que os inquéritos dos crimes sem autoria identificada iniciaram em 2013, com um número menos, mas que em 2014, houve um acréscimo e um grande “boom” em 2015. Porém, os crimes continuam agora em 2016. 

Jarbas também rebate possível imparcialidade, uma vez que, no caso do policial, os criminosos foram presos. O sargento Danilo Ramires morreu na porta de um mercado, no bairro CPA III, onde "fazia bico" como segurança. Ele foi obrigado a se deitar, entregar a arma e, depois de rendido, levou três tiros, sendo um na cabeça. 

“Existe uma diferença entre latrocínio e homicídio. Os homicídios, segundo dados analíticos que temos, ocorrem entre 18 e 03 horas da madrugada, mais focados nos fins de semana e às quintas-feiras, quando têm um ápice de execução na região metropolitana. Como um homicídio é um crime de período noturno, até a presença de testemunhas acaba sendo prejudicada. Já o latrocínio é um crime diurno, em que sempre haverá uma testemunha”, justifica. 


Autor: Joanice de Deus com DiariodeCuiaba


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